Autor: ingrid

  • Eletrólitos: a nova obsessão da internet

    Há alguns meses, quase ninguém falava sobre eles. Hoje eles fazem parte da rotina diária — e tem algo de curioso sobre isso.

    Agora parece que você não pode caminhar, treinar, trabalhar ou viajar sem repor alguma coisa na água.

    E é aqui que começa a confusão. Uma recomendação pode ser útil sem ser necessária para todo mundo.

    Existem situações em que os eletrólitos fazem sentido: provas e treinos de longa duração (+90 min), alta intensidade ou em ambiente quente e úmido, corrida de longa distância, ciclismo e triathlon, e tratamentos emagrecedores.

    Mas nem tudo que é bom para uma pessoa vai ser bom para você. Caminhada, treino de musculação, treino curto de corrida e rotina sedentária não precisam de reposição.

    Nem tudo que funciona em um contexto vai ser reproduzido em todos os outros.

    Enquanto isso, tem muita gente achando que água sozinha deixou de ser suficiente. Mas para a maioria, ela continua sendo.

    O problema é transformar algo que pode fazer sentido em um contexto específico como solução para todos.

    Quando tudo é vendido como essencial, fica difícil identificar o que realmente importa.

    Mais importante do que acompanhar tendências é entender o seu contexto.

  • Você recebeu o diagnóstico de endometriose e a primeira orientação foi retirar o glúten e a lactose?

    Existem três pontos que precisam ser entendidos com mais profundidade:

    Glúten e lactose não são vilões universais. Não existe evidência suficiente para excluir de forma generalizada. Mas isso não significa que nunca funcione, algumas mulheres melhoram, especialmente quando existe sensibilidade individual. O ponto é: não é regra, é contexto clínico. 

    Cortar tudo pode piorar mais do que ajudar. Restrições aleatórias aumentam o risco de inadequação nutricional e pioram a relação com a comida, e uma relação ruim com a alimentação também impacta na adesão.

    O foco deve ser um padrão alimentar anti-inflamatório, com base em modelos como a dieta mediterrânea, ajuste de fibras e cuidado com a saúde intestinal.

    Endometriose não se trata com extremos, se trata com precisão.

    É sobre fazer o que faz sentido pro seu caso.

  • Você não precisa viver no ciclo de compensação para cuidar do seu corpo.

    Usar a comida como forma de aliviar o cansaço, o estresse ou o excesso do dia, sem perceber, vira um padrão que afasta do equilíbrio que você realmente busca.

    Cuidar da saúde da mulher vai além do que está no prato, é sobre entender sinais, respeitar limites e construir uma rotina que funcione na vida real.

    Quando você começa a ajustar o que está por trás das escolhas, o resultado deixa de ser esforço constante e passa a ser consistência.

  • O impacto de dietas extremamente restritas:

    Você até pode reduzir calorias sem mudar a qualidade da alimentação, mas isso impacta na resposta do corpo, no controle de sintomas e em sustentar o peso lá na frente.

     

    Durante o uso da medicação, o cuidado com a alimentação precisa aumentar, não diminuir. 

     

    Perder peso rápido demais pode facilitar deficiências nutricionais importantes, principalmente de ferro, cálcio, magnésio, zinco e vitaminas como B12, D e C. E os sinais aparecem no dia a dia: cansaço excessivo, queda de cabelo, pele mais sensível, fraqueza muscular, pior recuperação e hematomas com facilidade.

     

    Além disso, os efeitos gastrointestinais da medicação também podem dificultar a absorção de nutrientes, por isso, a composição da dieta importa tanto quanto as calorias.

     

    Outro ponto importante é a massa muscular: restrição excessiva, pouca proteína e ausência de treino de força aumentam a perda muscular durante o emagrecimento, principalmente em mulheres no climatério, menopausa e pessoas mais velhas.

     

    E não é só músculo que pode ser afetado, perdas muito rápidas de peso também podem impactar a massa óssea, especialmente sem treino e sem uma alimentação adequada.

     

    Emagrecer é construir um corpo saudável, forte e sustentável a longo prazo, e isso acontece construindo um estilo de vida, com ou sem a medicação.

  • A SOP mudou de nome:

    A SOP agora passou a ser chamada de SOMP, Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina. 

    E o novo nome reflete que essa condição vai muito além do ovário.

     

    Na maioria dos casos existe um componente metabólico importante, principalmente resistência à insulina. 

     

    Quando a insulina permanece elevada, há maior estímulo para produção de androgênios, o que pode favorecer acne, queda de cabelo, irregularidade menstrual e maior dificuldade para emagrecer.

     

    E é exatamente por isso que o foco do tratamento não deveria ser medo da comida, mas melhorar a sensibilidade à insulina, modular inflamação, preservar massa muscular e melhorar a composição corporal e os sinais hormonais.

     

    SOMP não é só uma questão ginecológica. É uma condição metabólica, hormonal e sistêmica. E tratar apenas o sintoma sem olhar para a base metabólica normalmente mantém o ciclo acontecendo.

  • O impacto da bebida alcoólica

    Uma taça de vinho todos os dias não faz mal…

     

    Será mesmo? 

     

    Muita gente olha para o álcool pensando apenas nas calorias, mas o impacto vai muito além disso.

     

    Quando você bebe, o corpo literalmente prioriza metabolizar o álcool antes de várias outras funções metabólicas.

     

    Isso afeta a queima de gordura, aumenta a inflamação, piora a qualidade do sono, altera fome e saciedade e pode aumentar a retenção e o cansaço no dia seguinte.

     

    E entender isso é saber o que está acontecendo no seu corpo para fazer escolhas com consciência.

     

    Beber muito ocasionalmente costuma gerar um impacto mais agressivo no curto prazo, mas um pouco todos os dias, também tem seu impacto.

    Tem um detalhe que poucas pessoas conhecem:

    Quando o álcool entra no organismo, ele passa a ser uma prioridade metabólica.

    Em outras palavras, o corpo precisa lidar com ele antes de voltar sua atenção para diversos outros processos.

    Por isso, o impacto não está apenas na taça de vinho ou no drink do final de semana.

    Está também no efeito cascata que pode acontecer depois:

    → pior qualidade do sono
    → mais fome no dia seguinte
    → menor recuperação muscular
    → mais dificuldade para manter um déficit calórico
    → menor consistência ao longo da semana

    É por isso que algumas pessoas treinam, seguem a dieta na maior parte do tempo e ainda assim sentem que os resultados não acompanham o esforço.

    Entender o impacto real do álcool ajuda a tomar decisões mais estratégicas para alcançar seus objetivos.

    Você percebe diferença no seu corpo quando consome álcool ou não?

     

  • Você já percebeu que hoje parece que tudo gira em torno da proteína?

    Proteína é importante? Sem dúvida.

    Mas existe uma ideia equivocada de que basta aumentar a proteína para preservar músculos, emagrecer e melhorar a saúde.

    O corpo funciona de forma muito mais inteligente do que isso.

    Músculo não é mantido apenas porque você come proteína. Ele precisa de estímulo. É o treinamento de força envia a mensagem para a construção muscular.

    Além disso, nutrientes igualmente importantes acabam sendo esquecidos.

    As fibras, por exemplo, vêm ganhando cada vez mais destaque na ciência por seu papel no controle da glicemia, da saciedade, da saúde intestinal e inflamação.

    Os micronutrientes também merecem atenção. Vitaminas e minerais participam de centenas de reações metabólicas que influenciam energia, imunidade, recuperação muscular e saúde a longo prazo.

    Em outras palavras: proteína importa, mas saúde e resultado não se resumem à proteína.

    Uma estratégia estruturada olhando o todo importa muito mais.

  • Por que apenas contar calorias não é suficiente para transformar sua saúde e composição corporal

    Muitas pessoas acreditam que emagrecer é uma simples questão matemática: consumir menos calorias do que se gasta.

    Embora o balanço energético tenha importância, a realidade é muito mais complexa do que apenas reduzir números em um aplicativo ou seguir uma dieta restritiva.

    Se fosse apenas uma questão de calorias, todas as pessoas que já fizeram dieta teriam conseguido manter seus resultados a longo prazo.

    A verdade é que a composição corporal, a saúde metabólica e o bem-estar são influenciados por diversos fatores que vão muito além da alimentação.

    O corpo é mais complexo do que a balança mostra

    O peso corporal não diferencia gordura, massa muscular, água, glicogênio ou outros tecidos.

    Por isso, duas pessoas podem apresentar exatamente o mesmo peso e terem corpos, níveis de saúde e capacidades físicas completamente diferentes.

    Mais importante do que observar apenas o peso é entender como está sua composição corporal e quais hábitos sustentam sua saúde.

    O papel do sono nos resultados

    Dormir pouco ou ter um sono de baixa qualidade pode influenciar diretamente:

        • Controle da fome e saciedade

        • Energia para o dia a dia

        • Recuperação muscular

        • Tomada de decisões alimentares

        • Saúde metabólica

      Por isso, cuidar do sono é uma parte importante de qualquer estratégia nutricional.

      Intestino e saúde metabólica

      O intestino participa de diversos processos relacionados à digestão, absorção de nutrientes e funcionamento do organismo.

      Alterações gastrointestinais podem impactar a qualidade de vida, a disposição e até a adesão ao plano alimentar.

      Por isso, a saúde intestinal deve ser considerada dentro de uma abordagem nutricional completa.

      Hábitos são mais importantes do que motivação

      Muitas pessoas iniciam uma dieta extremamente motivadas, mas encontram dificuldade para mantê-la.

      Isso acontece porque resultados duradouros não dependem apenas de força de vontade.

      Eles dependem da construção de hábitos compatíveis com a rotina, preferências e realidade de cada indivíduo.

      Quanto mais sustentável for a estratégia, maior a chance de mantê-la ao longo do tempo.

      Exercício físico e composição corporal

      A alimentação e o treinamento caminham juntos.

      A combinação adequada entre nutrição e exercício contribui para:

          • Preservação de massa muscular

          • Ganho de força

          • Melhora da composição corporal

          • Saúde cardiovascular

          • Qualidade de vida

        Por isso, o plano alimentar deve considerar o tipo de treino, a frequência e os objetivos de cada pessoa.

        Exames ajudam a personalizar a estratégia

        A análise de exames laboratoriais pode fornecer informações importantes sobre o estado nutricional e metabólico.

        Quando interpretados dentro do contexto clínico, eles auxiliam na individualização das condutas e no acompanhamento da evolução.

        O objetivo não é apenas emagrecer

        A nutrição não deve ser vista apenas como uma ferramenta para perder peso.

        O objetivo é construir hábitos que favoreçam saúde, energia, desempenho físico e uma melhor relação com a alimentação.

        Quando esses pilares são trabalhados de forma consistente, a melhora da composição corporal tende a ser uma consequência natural do processo.


        Resultados sustentáveis não surgem de soluções rápidas ou estratégias extremas.

        Eles são construídos por meio da combinação entre alimentação adequada, sono, atividade física, saúde intestinal, análise clínica e hábitos consistentes.

        Mais do que buscar um número específico na balança, vale a pena investir em mudanças que possam ser mantidas ao longo da vida e que contribuam para uma saúde mais sólida e duradoura.

      • Cuidados pós gestação

        O pós-gestação já traz muitas mudanças para o corpo.


        Por isso, o emagrecimento precisa acontecer com estratégia e não através de extremos.


        Hoje, sabemos que perder peso sem preservar massa muscular tende a piorar disposição, recuperação e até a sustentabilidade do processo ao longo do tempo.


        Um acompanhamento bem conduzido busca melhorar a composição corporal de forma gradual, respeitando a rotina, a fase da mulher e a necessidade do corpo naquele momento.


        Muitas mulheres acham que precisam sofrer para voltar a se sentir bem no próprio corpo. 

        Mas, na prática, os melhores resultados costumam vir de um processo consistente, possível de manter e adaptado à vida real.


        Principalmente no pós-parto, quando energia, sono, hormônios e rotina mudam completamente.

      • Mude a composição e não apenas o peso.

        Quando o assunto é recomposição corporal, perder gordura mantendo ou ganhando massa muscular, vem um cuidado maior com a alimentação.


        O foco deixa de ser só baixar peso a qualquer custo e passa a ser focar em melhorar a saúde metabólica e otimizar a resposta do corpo.


        Quem tem o de percentual de gordura alto com peso adequado, tem risco maior de perda de massa muscular com uma estratégia muito restrita e sem uma boa distribuição de nutrientes. 


        A perda de massa magra nesse caso é mais cara metabolicamente e o corpo tende a se defender mais no déficit agressivo. 


        Por isso, na recomposição, o caminho não é cortar mais, é ajustar com precisão para reduzir gordura enquanto preserva, e, quando possível, constrói massa magra.